terça-feira, 27 de abril de 2010

L'amour...


A forma do ser humano primitivo era esférica, esses seres possuíam uma grande agilidade para direcionar-se e locomover-se a todos os lados, além de uma força e um vigor extraordinários. Os deuses concordaram que uma espécie tão forte deveria ser enfraquecida, ao invés de exterminada e, com isso, reduziram o número de seres que lhes prestavam culto.

Para isso, bastou dividi-la. Assim, semelhante a um ovo cortado ao meio, os homens foram divididos e tiveram suas partes separadas, de modo a permanecer distantes e saudosos de sua antiga condição.

Quando acontece dos seres divididos encontrarem sua metade, querem apenas permanecer juntos, na tentativa de novamente voltar ao que eram antes. Talvez se questionados, não saberiam dizer a razão de tamanha necessidade da companhia um do outro. O certo, no entanto, é que ambos buscam a unidade perdida; a homogeneidade que outrora formavam.

Segundo Aristófanes, é “a saudade desse todo e o empenho de restabelecê-lo...” que se denomina amor.

“... nossa espécie só poderá ser feliz quando realizarmos plenamente a finalidade do amor e cada um de nós encontrar o seu verdadeiro amado, retornando, assim, à sua primitiva natureza



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