segunda-feira, 30 de março de 2009

e na falta de criatividade, recorremos à auto biografia.


Abriu a porta do armário. Abri um sorriso. Era frágil, mas ainda assim, sorriso. Retirou o artefato com todo o cuidado do mundo. Mostrou-me com um olhar de dúvida. Segurei com toda a delicadeza que consegui encontrar. Aquele objeto frágil precisava ser manuseado com sabedoria.
Meus olhos brilharam. A dúvida em seu olhar sumiu de vez. Buscou em sua lata (Ah, querida lata) por um pote de tinta.
Pousou o potinho delicadamente sobre a mesa e se sentou ao meu lado, curioso pra saber no que daria essa nova experiência.
Segurei a pena do modo que achei mais conveniente para não borrar: Como uma caneta normal, mas mais inclinada. Enfiei metade da pena no pote, espirrando tinta pra fora. Ele deu uma risadinha, mas continuou me olhando de lado como se soubesse que aquilo iria acontecer. Eu me sentia um pouco pressionada, mas num bom sentido. Só para provar que era capaz, escrevi sem borrar:


Você olha demais.

2 sonhos: